garimpos


Se existe algo que eu assumo a minha chatice é quando estou em algum lugar e gosto da música, eu levanto e vou perguntar quem está tocando ou cantando.

Já sai de um restaurante com o nome de uns 4 albuns diferentes. Imagina a cara da atendente no final da noite.

Passando por um café na Argentina, descobri o Gotan Project. Em Praga descobri na tv local, um grupo húngaro que veio a estoura no Brasil muitos anos depois.

Sou sempre todo ouvidos aos sons que insistem em me acompanhar. Não sabemos e nem conhecemos de tudo, mas desde um comercial de carro na tv até um filme super cool eu presto atenção. E corro atrás no garimpo do autor ou cantor deste som que no mínimo me contagiou de alguma forma e maneira .

Nas andanças de nossas vidas somos privilegiados com presentes como bons filmes, boas músicas ou uma arte que te faça parar e prestar atenção com muito carinho e sensibilidade.

Assumo que não sou o cara mais conhecedor de artes, mas admiro aquela arte que me faz querer entrar dentro dela se for uma paisagem ou mesmo me relaxa com as suas cores.

Esta sensibilidade já nos pertence desde que somos crianças mas muitas das vezes nem as percebemos ao nosso lado. Já fazendo parte de nós mesmos por um todo sempre.

Essa arte pode estar desde o arco-íris num pós chuva como as folhas de uma árvore caida sobre um campo ou rua. A percepção de cada um está ligada ao seu estado de equilíbrio. Estado este que você pode ver as cores com mais ou menos intensidade que a realidade da imagem.

Por isto que quando eu vou a um espetáculo, paro antes, aprecio uma boa taça de champagne ou vinho, com moderação é claro, para que eu possa contemplar a arte da maneira mais pura e instintiva como ela possa me parecer.