na dúvida não ultrapasse...




Já comentei sobre um tipo de caustrofobia que não seria exatamente de um ambiente fechado, como um elevador ou uma sala pequena. Mas sim a sensação de se sentir preso num espaço aberto com vista para o céu, o trânsito.

Sim, pois moro numa cidade bastante atribulada com zilhões de carros a mais/dia, e que nos faz seguir o seu tempo e não as vezes o nosso próprio. Claro, se formos estratégicos saimos trocentas horas antes ainda com o farol aceso do carro e conquistamos velocidade e espaço nas ruas da cidade. Mas após chegado o destino do dia, descobrimos que somente nós, chegamos tão cedo.

Sinto muita a diferença deste monstro de claustofobia que prende o meu carro nas ruas da cidade a cada minuto passado. Sim, se saio mais cedo, me sinto um corredor de fórmula 1 no seu melhor tempo, mas se atraso num pequeno instante ainda embaixo do meu cobertor, já é motivo de eu me sentir preso para sempre.

Pessoas passam ao nosso lado, de bicicleta, moto ou mesmo a pé, me fazendo imaginá-las como pessoas em liberdade e eu ali, preso no mínimo a um alguns bons quilos de ferros e borrachas.

Com certeza os moradores desta grandes cidades já testaram suas ruas e avenidas em horários sem ninguém por perto e viram como são perfeitas e de se sonhar. Porém o ritmo e objetivo de uma grande maioria tem hora e local para chegar. E lá estamos nós, todos, pedindo a Deus que libere mais rapido aquele semáforo moroso ou mesmo apenas assistindo os multadores vestidos de amarelo.

Esta ai a minha mais nova doença, a claustofobia de espaço e lugar. Agora aproveitando, você que tem vista para o mar. Parabéns... pelo menos pode apreciar e sonhar em estar lá de roupas mais a vontade e se debruçando sobre as ondas do mar...