portas abertas


Quando eu falo sobre a organização do mundo em relação algumas coisas, eu penso que meus pensamentos também poderiam ter semáforos e menos congestionamentos. Sempre digo que ouço mais o que eu falo, porque não consigo as vezes entender os meus pensamentos. E se falo, escuto e muitas vezes, muitas mesmo, eu obedeço.

Talvez o pensamento seja algo neutro aonde você não se compromete com quem está te ouvindo, nem com você mesmo. Você pode pensar e dizer que não pensou. Ninguém irá saber mesmo. Agora quando as palavras saem, não voltam. Se são ouvidas, dependendo o que for, jamais esquecidas.

Gosto quando dizem que temos duas orelhas e uma boca, para que ouçamos mais do que falemos. Gosto da idéia de ouvir e ter o tempo de diluir aquilo com as minhas comparações e idéias e devolver com respostas já previamente pensadas. Mas isto as vezes não acontece e nem tempo de contar até 10 temos e falamos. Pumba ali... sem volta. Falamos e agora? Tentar dispersar o assunto para uma outra conversa? Mas as palavras estão ali ainda no ar, comprimindo entre nossas orelhas e querendo respostas ou mesmo não querendo calar. O que fazer? Enterrar a cabeça num buraco e pedir chibatadas? Palavras ao vento como pássaros que querem voar. Mas os pássaros quase sempre são bem vindos...