ser ou estar?


Sou muito feliz quando gosto de alguém. Independente da reciprocidade. Claro que se há uma reciprocidade sempre é melhor... se é...

Mas o mundo se torna mais lindo... tudo. As coisas que faço parecem ser mais fáceis mesmo que sejam muito chatas... As coisas boas acontecem a cada quadra andada pelo bairro. Os papos mesmo que sejam apenas de business parece que se ascendem dentro de nós como se estivéssemos discutindo uma viagem a dois para a Grécia.

Tudo é perfeito. O momento junto parece que é curto de tão bom. E quando separados parece uma eternidade. A cumplicade, a intimidade, os papos de coisas as vezes tão banais para quem as ouve, mas para os dois é como uma palestra em polonês...

Passeios nem que seja no parque mais próximo parecem ser eternos enquanto durem. Das conversas de infâncias e suas tripolias até as mais recentes no trãnsito. Tudo motivo para dar risada e querer dividir com alguém que goste. Mesmo os problemas que parecem ser bem menores e não tão assustadores. Pois a partir dali existe uma força dupla com idéias e incentivos... O céu, a Lua, a chuva, que se transformam como se estivessem abençoando todo aquele momento. O acordar lado a lado com espreguiços e preguiças seguidos de agarros e fortes abraços... Tudo perfeito num mundo e momento próximo. Tão palpável para ambos... E ainda, contagiante aos que nos cercam. Então, com tudo isto é sequer difícil imaginar a vida sem gostar de alguém. Pois como traduziria isto num sentido contrário e único. Num sentido somente para si mesmo... Totalmente sem graça... Alguns vão as compras para compensar... mas depois da roupa nova vestida... procuramos ainda para quem mostrar...